Alguma memória

Aqui vão alguns registros de memória do sertão que há dentro de mim.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Mar adentro

Miguel, faz 11 anos você embarcou para a longa travessia a bordo da Nau Catarineta. Travessia chamada vida. É, meu filho, a vida é assim como o Romance da Nau Catarineta: mantimentos se esgotam, surgem tentações diabólicas para, afinal, aparecer a intervenção divina, que leva a nau ao porto seguro. Você tem se mostrado um marinheiro audaz, esperto o bastante para saber que não se enfrenta o mar invencível. Como ensinava Hemingway, os mares são ora agitados, ora calmos. Muitas vezes traiçoeiros. É preciso decifrar os seus segredos: ventos, marés, comportamento dos cardumes... mas, é preciso sorte também.
Você é minha sorte!

Será longa (e afortunada) a sua travessia. Apesar das privações. Das inúmeras as tentações. Mire-se sempre no capitão da Nau Catarineta: “Renego de ti, demônio, que estavas a me tentar. A minha alma eu dou a Deus, e o meu corpo eu dou ao mar.”

E siga livre-menino, como na foto, brincando com Netuno
o deus das Águas.






PS. Você tem nome de anjo. Anjo forte, aquele que é como Deus! O capitão da Nau Catarineta ao atirar-se no mar, foi salvo por um anjo igualzinho a você.


“Um anjo o tomou nos braços, não o deixou se afogar. Dá um estouro o demônio, acalmam-se o vento e o mar. E, à noite, a Catarineta chegava ao porto do mar.”

Um comentário:

  1. Tu já escreve bonito e falando assim de um dos teus amores, acaba com a gente. Este Miguel tem muito a ensinar pra gente e vai caber a nós adultos aprender a aprender com ele né? Deus proteja vocês todos. Beijos.

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